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São Cristóvão
Uma viagem pelos caminhos e pela história de São Cristóvão, nossa primeira capital.




Quem conhece São Cristóvão e um pouco de sua história, sabe que ela é a quarta cidade mais antiga do Brasil e já foi a primeira capital de Sergipe. Alguns detalhes sobre seu nascimento e evolução é que talvez sejam desconhecidos para a maioria de nós. Coube a João Jatobá, o nosso repórter viajante, fazer o roteiro pelas ruas e curiosidades dessa cidade fascinante.

Ainda havia as chamadas capitanias hereditárias quando do surgimento de São Cristóvão. O cenário sergipano daquela época, no séc XVI, nos primeiros anos da colonização portuguesa para o Brasil, era marcado por guerras e disputas de terra, que ora envolviam os portugueses e os nativos, ora os primeiros com invasores holandeses e franceses ao território de Sergipe.
 
Entre as razões que motivaram os portugueses a conquistar as terras sergipanas, estavam a escravidão indígena, a ligação das capitanias da Bahia e de Pernambuco por terra, a criação de gado e cana de açúcar, combate ao comércio ilegal entre franceses e os índios, entre outras.
 
Para alcançar seus objetivos, os portugueses usaram de força e promoveram um verdadeiro massacre, desde 1575, com Luís de Britto, até 1590, com Cristóvão de Barros. O santo da devoção deste último deu origem ao nome da cidade. Cidade não seria bem o termo, pois as construções erguidas eram somente uma capela, um paiol de munições, um presídio e um acampamento de soldados.

Outro fato curioso foi a localização deste povoamento, na foz do Rio Sergipe, em Aracaju, até mudar pra uma colina próxima do Rio Vaza Barris (Poxim), e também mudou de nome para Sergipe Del Rey. Só em 1607, mudou para a sua atual localização, longe do alcance dos canhões dos piratas franceses, mas perto o suficiente para ver o mar. E voltou a se chamar São Cristóvão.

Com o passar do tempo, ao invés de cidades fortalezas, o Império quis tornar capitais das províncias as cidades que ficavam mais próximas ao litoral, as chamadas cidades porto. Com São Cristóvão em decadência, geográfica, política e economicamente fora dos padrões, a mudança da capital não demoraria a acontecer. Ela permaneceu nessa condição por 265 anos.

As igrejas, os casarões e monumentos antigos, sua arquitetura, fizeram de São Cristóvão um lugar em que cada pedra tem um relato, e um grande centro de manifestações culturais e tradições que se mantém tão vivas quanto ela. São Cristóvão é hoje Cidade Patrimônio Nacional.







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